De mudança.

mala-prontaEu mudei pra Webrun 🙂

Confesso que fiquei muito feliz com o convite e espero que eu consiga incentivar mais e mais pessoas a correr, se exercitar, passar blush… ou sei lá, dançar na frente do espelho também vale, tudo que faça suar.

Essa vida é engraçada, e eu digo…quando passo de dança vira passo de corrida, tudo muda na vida. O sofá vira academia e inscrição em provas se transforma em ingresso pra show. Com direito a multidão, suor e diversão (eu ainda danço, mas corro mais do que danço).

Caso fique interessado em ver minhas humildes atualizações (prometo que em breve atualizo o novo), clica aqui no webrun.

Até logo ali…

Será que vai mais uns kms?

Por vezes gosto de ficar testando meus limites, até quebrar a cara (acredito não ser a única). Lembro uma vez que quis usar meu carro até acabar a gasolina, (eu tinha uns 19 anos tá) pois eu pensava que aquele tanque reserva era grande demais e nunca acabava, o que me deixava intrigada. Então, eu o fiz… e justo ali, numa das principais avenidas da cidade, numa subidinha malvada a gasolina acabou. E assim eu descobri que uma hora a coisa acontece. Dei trabalho pra uns taxistas, eu fiz uma cara de que não sabia o que estava acontecendo: – Nossa o carro parou do nadaaa, me ajudem!!! Eles empurraram até um acostamento, e eu liguei pro meu irmão trazer a gasolina mas junto ele trouxe o mal humor (hahaha).

O mesmo acontece na academia. As vezes penso que posso com certos pesos e quando vou levantar quase me “assassino”. Eu olho pro lado e digo: – Quem colocou esses pesos aqui, meu senhor! E aí faço exercício com o peso da vergonha, imaginando que um dia…

academia peso pesadoE sim, o mesmo acontece na corrida. Antes de completar um ano correndo, sem nunca ter feito mais de 15 km fui lá e fiz a meia maratona, quando cruzei a linha de chegada minhas pernas não entendiam o comando de parar e continuavam andando. Depois disso achei que já estava pronta pra maratona HAHAHA, algumas pessoas me incentivaram, outras não. E eu não fiz, fui consciente uma vez na vida. Mas não pensem que eu desisti.

Então, a finalidade desse blá blá blá era só pra dizer que se você está pensando em estrear numa meia maratona, assim meio sem saber se é possível, comece pela de Floripa, ainda da tempo de treinar, a prova é só em 09 de junho. O percurso é plano, tem mais oxigenação e um clima muito legal (eu só fiz a meia de Curitiba e Floripa, é dica de iniciante pra iniciante).

Se eu que sou uma “mamona” consegui você também consegue. Mas peralá, não esqueça de abastecer o “carro” e amaciar esse “motor” com uns treinos.

Quem consegue 10km sorrindo, consegue 21km chorando (de emoção).

No meio do pão

Corrida, não é só corrida, ela te leva “para o alto e além”. Depois de um tempo correndo, eu quis ter uma vida mais saudável e fazer tudo que fosse possível pra melhorar. E a parte da alimentação representa muito mais do que 50% para o sucesso do processo.

A gente já imaginava que qualidade de vida não começa com Qualy da sadia. Passar margarina no pão é quase um crime.  (Hahaha, desculpa Qualy, eu gostava de você no pão quentinho). Mas o negócio é encher a geladeira de opções mais saudáveis, pra na hora da fome não ser “boicotada”. Haa e o pão, só integral, a gente sabia disso também, né? (se for pão branco, já detona tudo e passa doce de leite. Mas eu sei que você não quer isso, celulite zero, certo?)

passar pao2Então, a sugestão mais saudável que foi recomendada pela nutricionista pra passar no pão “integral” é: Cream chease light, requeijão light ou geléia zero açúcar. As marcas que eu prefiro e são facilmente encontradas: Philadelphia, requeijão Batavo que é mais cremoso, e a geléia Queensberry 100%.

Parece ridículo de fácil, mas sinceramente antes eu usava o que tivesse pela frente, e acredito que eu não era a única do mundo que passava só um “pouquinho” de nutella todo dia no pão francês.

Pronto! Apenas umas trocas e sua geladeira já deixa de ser um perigo.

E a parte boa?

coração pernas

Eu não sou do primeiro pelotão, mas também não sou do último. Eu sou ali do meião, aquele pessoal que corre, olha pro lado, da força pra quem pensa em andar, que acena pra quem esta na rua, entre outras bagunças. Sou quem encontrou no esporte uma diversão, sem o compromisso de querer ser a melhor, apenas querendo ganhar do meu próprio tempo (ok, confesso que vou rir muito quando conseguir finalmente ultrapassar o Daniel, o que me impede no momento são “aproximadamente” 2 minutos, mas um dia…Muahahaha).

Voltando (foco Patricia)…

Sou do tipo que corre observando tudo ao redor, chego a olhar até os músculos da “batata” da perna de quem corre na minha frente.

Tem a parte que eu sofro, que eu penso em andar, e daí sou só eu, minhas músicas e meus pensamentos me empurrando. Já corri até de olho fechado pra ver se amenizava o sofrimento, e olha que me ajuda. Mas de repente, a parte ruim passa, a boa volta, e eu desfruto da doce sensação de realização.

Uma amiga me perguntou: mas qual é a parte boa de correr? Cada dia descubro uma.

E a sua parte boa, qual é?

A primeira mulher

Sempre existiu uma mulher determinada a nos mostrar do que somos capazes, algumas pagaram com a própria vida por isso, como as operárias de 1857, que por lutarem pelos seus/nossos direitos como equiparação de salários com os homens e redução de carga horária de trabalho, foram queimadas. Essa tragédia marca o dia de hoje, dia da mulher.

E na corrida, não foi diferente, ninguém morreu, mas foi discriminada por lutar por seus direitos.

Kathrine Switzer1

“Eu me virei e vi o cara mais raivoso que eu já tinha visto. Era um oficial da corrida. Ele me agarrou pelos ombros, me girou e gritou: “Saia da minha corrida”. Ele começou a tentar arrancar meu número de peito.”

Foi assim que Kathrine Switzer, quase foi expulsa de sua primeira maratona. Ou seja, a primeira maratona oficial de uma Mulher, a de Boston em 1967.

Na época, apenas 46 anos atrás, mulher não corria em maratona. Segundo Kathrine, qualquer coisa longa como 800m, ou mais, era considerado perigoso. Diziam que o útero podia cair, as pernas podiam ficar grandes ou até crescer cabelo nos peitos.

Imagina isso? Inacreditável!

Correr fazia Kathrine se sentir livre e poderosa, era o que ela havia decidido fazer, então teve o apoio de seu treinador e se inscreveu para maratona.

No dia da maratona ela estava confiante, apesar do olhar de “estranheza” de outros homens Kathrine largou, mas no 3km apareceu aquele homem louco tentando arrancar ela a força da prova. Sorte que o namorado dela apareceu e deu um soco na cara do louco. O homem ficou tão irado que mandou ela ir correr no inferno.

Ela continuou correndo, mas chorando e aterrorizada. Ela estava envergonhada e com muito medo. Mas de repente tudo mudou, e aquela corrida seria para provar o que as mulheres poderiam ser capazes de fazer. Ela estava com raiva, determinada e nada mais poderia impedi-la.

Kathrine disse que durante a corrida ela cresceu. Começou a corrida como uma menina e cruzou a linha de chegada como uma mulher.

Quando ela cruzou a linha de chegada, não era como “Uau eu fiz isso –  Eu fiz a minha primeira maratona”. Era como “Uau! Eu tenho um plano de vida!”

Pra todas as mulheres que fazem tudo que um homem é capaz de fazer e ainda um pouco mais.

Feliz nossos dias, sempre!

Fonte: BBC

Montanha para todos: K21 Curitiba

De pernas curtinhas, sem o biótipo de uma grande atleta, mãe, esposa, linda, simpática e trabalhadora, muito trabalhadora! Essa é a Pri, que prova que “o sol brilha pra todos”  seja na montanha ou no asfalto, ela revela que basta um pouco de treino, determinação e companheiros que te inspirem pra correr onde você sonhar.

PriscilaPriscila Souza Ramos da Cunha começou a treinar por incentivo do seu marido, o Luiz. Um dia ela ganhou de presente dele um ano de academia, e assim surgiu a corrida, quando a insistente Hallyne (nossa inspiração) e na época nossa professora de spinning, dizia: “Bora corre muié”. Hoje a Hallyne é da Polícia Militar e a Pri corre todo tipo de prova.

Abaixo, você confere o comentário da Pri, sobre a prova K21 Curitiba, onde ela fez revezamento, completando o segundo percurso da corrida de montanha.

Confesso que esta prova por tamanha dimensão me assustava um pouco, mas como todo desafio da vida, foi necessário passar por ele pra vencer com louvor, e perceber que nem tudo é tão cruel quanto parece. Ainda não acredito! Eu consegui participar da famosa corrida K21.

Minha realização pessoal de alcançar este grande desafio teve a colaboração da minha amiga e parceira de treinos a Isi, que fez o revezamento comigo.

Esta corrida com certeza vai ficar para sempre em minha lembrança, apesar do percurso ter um grau de dificuldade bem intenso, nada se compara com o cenário deslumbrante.  Entre o sobe e desce das montanhas eu pensava: Meu Deus o que faço por aqui? Eu mesma sabia: Estava mais uma vez vencendo meus próprios desafios!  Minhas pernas pareciam não alcançar tamanhas ladeiras acima, mas fui indo, indo e indo. E quando comecei a passar pelas pessoas parando ao meio do caminho ou num rítmo bem abaixo do meu, eu pensava: como valeu a pena tanto sofrimento durante os treinos.

A Priscila tem como assessoria esportiva a MTS, que treina grandes atletas de montanha, entre eles o terceiro lugar geral da prova Willian dos Santos Fernandes.

Correndo de sandália

correndo de  saiaVi essa foto no blog Run2B, que viu no blog do Harry Thomas Jr. Como você pode ver, essa mulher correu de sandália e vestido 10km. E ainda ganhou em primeiro lugar a prova, que é parte do percurso realizado junto a Meia-Maratona de Oxxo.

Só pensei uma coisa… Têm acessórios que podem te ajudar, mas o que ainda mais funciona é a força de vontade.

Maria Salomé tinha muito mais do que um par de sandálias.